Leituras Literatura

Querido Para todos os garotos que já amei

24 jan 20180 Comentários

Que felicidade te conhecer! Eu achava que você ia ser difícil porque, como um dos desafios de 2018, decidi ler um livro em inglês por mês, e você foi o primeiro. Preparei caderninho de anotações, Google translate e uma semana no calendário de leitura só para você. Terminei em dois dias, com alguns rabiscos a lápis nas suas próprias páginas (não fique bravo comigo, por favor) e quase nenhuma parada para verificar palavras. Você fluiu e me cativou sem dar espaço para dúvidas linguísticas.

Minha vontade era mandar essa carta para a Lara Jean com cópia para a Jenny Han. De verdade. Eu me apaixonei pelos dilemas da primeira e pela escrita da segunda. Você uniu o melhor das duas e me fez uma fã, mais uma entre milhares no mundo. Engraçado como uma história tão simples sobre a vida cotidiana de pessoas normais cative tantos. Vai ver é justamente isso… nós nos sentimos parte daquela família, entramos na casa das irmãs Song e apenas vivemos por lá, comemos o café da manhã, vamos para a escola, descobrimos amores e montamos a árvore de Natal.

Eu adorei ver a união das meninas e depois descobrir como elas se virariam longe umas das outras. É uma etapa da vida que todos passamos quando crescemos e foi fácil me identificar com ela. As Song evoluem e nós evoluímos com elas, tão diferentes entre si e tão bem encaixadas naquela dinâmica familiar. As Song poderiam ser nossas vizinhas, em qualquer país, em qualquer cidade.

Mas você é da Lara Jean, e ela é só uma adolescente descobrindo o que é amar e quantos tipos de amor existem. E eu voltei a ser adolescente com vocês. Comecei apaixonada pelo Josh (virei uma Song) e terminei totalmente #teamPeter. Ah que vontade de saber o que acontece com a próxima carta!!

Eu acabei a leitura num dia de folga do trabalho, no fim da tarde, com aquele sol de verão se pondo do lado de fora. Você preencheu o ambiente e eu senti como se tivesse acabado de sair do quarto da Lara Jean, já doida para voltar e saber as próximas novidades.

Pensei até em começar um outro livro da minha pilha de atrasados, mas sabe quando você não quer deixar uma sensação se esvair? Então… Não podia substituir Margot, Kitty, Josh, Peter e Lara Jean tão rápido. Eu simplesmente não quis te tirar da minha cabeça nessa noite.

Ah, e já estou comprando os outros dois livros da trilogia (é, os dois de uma vez) para não te perder por muito tempo. Não faz nem quatro horas que me despedi e já estou com saudades

Beijo,
Taty

 

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Livro: Para todos os garotos que já amei (To all the boys I’ve loved before)
Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca (Brasil) / Simon & Schuster (Estados Unidos)
Páginas: 355 (versão americana)
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Querido Tartarugas até lá embaixo

17 jan 20180 Comentários

Você não foi fácil. Acho que não será fácil para ninguém que saiba o que é conviver com a ansiedade. Entrei e me vi rodopiando nas espirais da Aza, em seus medos e atitudes que não gostaria de ter tomado. Eu tenho uma Aza dentro de mim.

Vê-la lidando com a ansiedade e, por isso, ficando ainda mais ansiosa, mexeu comigo. Os longos trechos em que a Aza luta com a própria mente e conversa/discute/briga com aquele outro “eu” dentro dela são, ao mesmo tempo, reconfortantes e angustiantes. Reconfortantes por perceber que alguém sabe o que é passar por situações parecidas, e angustiantes por ver que ela também não tem uma solução fácil para a questão.

Você foi o primeiro livro do John Green que eu li (eu sei, não me julgue) e quebrou a imagem que eu tinha dele. Sei lá, criei o preconceito de que o autor escrevia mais sobre doenças do que sobre pessoas. Bom, você fala bem sobre pessoas, dramas internos, dúvidas existenciais e reações naturais a problemas não tão naturais.

Não sei se foi por ter me envolvido tanto com as espirais da Aza, por saber como elas funcionam e compreender seus ciclos (Três flocos, e então quatro. E depois muitos, muitos mais), que também achei a leitura exaustiva. Precisava parar de tempos em tempos para tomar fôlego e voltar para o dedo ferido, a C. diff e o microbioma humano. Foi repetitivo, como a mente de uma pessoa ansiosa, mas que não fez bem para essa pessoa ansiosa em particular.

Sobre os outros personagens, não tenho muito o que falar. A trama secundária, que é o desaparecimento do empresário corrupto, não foi muito cativante e até achei que poderia haver mais investigação e menos ansiedade (mas aí não seria um livro que trata sobre ansiedade e eu não me sentiria tão desconfortável – vai ver é justamente por isso que eu gostaria de ler mais sobre a investigação e menos sobre a ansiedade).

Tirando a Aza, achei os outros personagens superficiais e bem padronizados para as funções que representavam na história – a melhor amiga tagarela, o pobre menino rico, o filho problemático de um pai desaparecido, a mão viúva superprotetora… Mas eles cumpriram suas funções na história, então acho que isso não é um problema. E eu também estava envolvida demais nas espirais da Aza e nas metáforas substitutivas dos sentimentos para fazer uma crítica profunda sobre eles.

No fim, fiquei com uma leve dor de cabeça e a vontade de começar logo outra história. Desculpa, não é nada pessoal, de verdade. O problema é comigo, não com você

Beijo,
Taty

 

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Livro: Tartarugas até lá embaixo
Autora: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 269
Leitura: Outubro/2017
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Querida Geekerela

09 jan 20180 Comentários

Eu te li em um dia!

Não estava muito bem naquela manhã de fim de dezembro e precisava de algo para distrair minha cabeça, me tirar da realidade, sabe? Você foi a escolhida. E cheguei às nove da noite com a certeza de que foi uma excelente decisão!

Não posso dizer que é a melhor história que já li nem te dar cinco estrelas (ficaria com umas quatro), é que existem vários furos e muitos clichês. Não me entenda mal, eu adoro clichês! De verdade! E um livro que quer fazer uma releitura moderna de Cinderela tem que ter clichês. É que nem todos funcionaram e alguns se prederam na trama.

Mesmo assim, eu te adorei e você ganhou meu coração. Sou uma trekker, desejo (mentalmente) uma vida longa e próspera para todos que gosto, tenho medo de vestir camisas vermelhas. E conhecer a Elle, o Darrien, a Amara e o Carmindor me fizeram ser fã de Starfield também, mesmo sem ter assistido a um só episódio da sua série galática!

Queria que ela fosse real e que houvesse um remake à la Star Trek de J. J. Abrams. Confesso que senti uma pontinha de inveja por saber que Starfield foi ainda mais revolucionária para sua época. Até hoje, acho que Star Trek falha em pontos bem importantes como diversidade e feminismo, apesar de todos os esforços.

Também me encantei pelos personagens. A Elle fez eu me encontrar com um pedaço de mim e o Darrien me lembrou o quanto julgamos os outros sem os conhecer. A única coisa que me incomodou foi que as mensagens que eles trocaram não pareciam tão reais quanto eles próprios. Foram poucas ao longo do livro, acho que precisariam de mais para se conhecerem de verdade. Nós, leitores, queríamos mais interação entre os dois (eu queria, pelo menos rsrs). Eles se encaixam em tudo, seriam conversas bem engraçadas!

Bom, você me deixou com gostinho de quero mais. Quero mais Starfield, batalhas interplanetárias e naves estelares! Sou daquelas que embarca junto assistindo ou lendo sobre viagens espaciais, queria fazer parte de uma space opera e desbravar o Universo… Hummmm quem sabe não é uma ideia para um próximo livro…

Beijo,
Taty

 

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Livro: Geekerela
Autora: Ashley Poston
Editora: Intrínseca
Páginas: 377
Leitura: Dezembro/2017

 

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